Seguir & Servir


Seguir & Servir

ou a morte do Ego

por Inês Guimarães Correia

Há lições que aprendemos rápido, outras que nos saem do corpo e nos custam mais a aprender (em tempo, suor e lágrimas)… Partilho convosco este artigo não teórico. Cada palavra que aqui escrevo  para vocês vem sempre do mesmo sítio: do coração! O que mais quero? Que estas palavras sirvam para que sofram um pouco menos e se divirtam muito mais!
Errar é humano. Aprender com os erros também. Aprender com os erros dos outros? É sabedoria pura!
Inspirada pela partilha do Pedro Lima e da Elisa Madrid no Seminário, quero falar-vos do meu ponto de viragem. De como aprendi que Seguir & Servir são dois gestos aparentemente simples, mas que dão uma trabalheira dos diabos quando deixamos que o EGO nos controle. Acredito que muitos de vocês já terão sentido algo semelhante, por isso é provável que se identifiquem 😉
Passada a fase de descobrir que gostava de vender, habituada já a trabalhar sozinha e a ganhar algum dinheiro dependendo apenas de mim mesma, fui bater num daqueles erros crassos: comecei a achar-me a maior! Sim, leram bem. Não é que acreditasse que valia mais do que quem quer que fosse, mas passei de acreditar pouco em mim a acreditar que conseguia fazer tudo e mais alguma coisa… Vendia, organizava os meus eventos, já tinha alguma equipa (maioritariamente, profissionais que também vendiam e nunca se ligaram ao sistema de formação), achava que percebia bem o negócio e estava convencida de que o fazia bem, também. Tinha o meus escritório, os meus clientes, um rendimento mais ou menos certo que dependia diretamente do meu trabalho. Chegava aos seminários e congressos cheia de entusiasmo e voltava frustrada a perguntar-me porque é que não crescia mais, como podia ser se estava a FAZER TUDO BEM? Nesta fase, choviam convites para projetos desafiantes que eu fui agarrando. Dizia para mim mesma que seriam excelentes oportunidades para aprender, para conhecer pessoas novas, para fazer bons contatos. Convencia-me que tinha tempo de sobra para tudo. À medida que acumulava frustrações por o negócio não crescer mais, dizia para mim mesma que para me sentir realizada precisava de outros desafios, que não me chegava dar planos, que o negócio não me preenchia a 100%. E sabem uma coisa que me apercebo agora que olho para trás? Que era o MEDO de não conseguir que me fazia acumular tanta coisa, tinha uma excelente DESCULPA para dar a mim mesma. Enquanto ia somando desafios, clientes de formação e consultoria de comunicação, tinha uma excelente forma de compensar o meu EGO. E, quando a minha linha de patrocínio me perguntava quando começava em qualificação para platina, era um murro no estômago forte. Mas eu tinha desculpa! Eles não entendiam, eu queria sentir-me realizada, era jovem, tinha tanto tempo. Eles não entendiam que era diferente, que eu queria fazer à minha maneira, que seguir apenas os 8 passos do sucesso fazia-me sentir pequenina. E eu já me sentia tão grande, tão capaz, tão tudo. Deitava a cabeça na almofada à noite e já não sabia o que é que me movia realmente…
Cansada, muito cansada, de mim mesma, da voz que me fazia dizer SIM a tudo (e me mantinha ocupada em mil coisas e focada em coisa nenhum), depois de uma conversa séria com o Luis Collantes no final de 2013 disse: BASTA! Decidi calar o ego e ouvir a linha de patrocínio para SEGUIR. Como dizia o Pedro Lima, «para liderar também é preciso aprender a seguir.» O Angel e a Maitê de La Calle diziam-no sempre com toda a humildade: «Não queiras ser perfeita, não queiras ser um ídolo de barro, torna-te duplicável. Faz coisas simples que possam ser duplicadas.» Sempre que ouvia isto, mexia comigo… Eu não queria imitar ou ser imitada, queria ser eu própria, única. Mais uma vez, o ego levava-me a ouvi-los sem escutar a verdadeira mensagem. Hoje, sei que posso ser eu própria, ter a minha marca pessoal e ainda assim tornar-me duplicável. SEGUIR o exemplo de quem tem mais resultados do que nós é um exercício de humildade que não tira pedaço a ninguém – e, cá entre nós, poupa-nos muito tempo, suor e lágrimas. Quando, finalmente, aprendi esta lição, dei por mim a dizer numa reunião de líderes Amway de Portugal: «O que eu mais quero é que me substituam! Que os líderes da minha equipa sejam tão bons ou muito melhores que eu!»
Claro que o EGO ainda me assombra muitas vezes, mas agora já o deteto e, antes de tomar uma decisão, já me pergunto se o estou a fazer por medo ou por amor. Só o amor constrói. Só o amor por mim, pela equipa, pelo projeto nos ajuda a construir uma rede de pessoas altamente realizadas -, que é a minha maior ambição na TEAMWAY. É aqui que entra o serviço. SERVIR é uma das coisas mais bonitas que podemos fazer em nome da vida. No que toca ao nosso fantástico projeto de negócio (e de vida, se assim o quiserem), o crescimento da nossa equipa vai ser proporcional ao serviço que eu lhe presto. Servir significa detetar necessidades e procurar soluções; servir significa escutar; servir significa descobrir em que é que posso ser útil para os outros; servir significa dar o exemplo. E quando servimos e vemos que o resultado do nosso serviço é a evolução dos outros é tão, mas tão gratificante 🙂 Servir a equipa preenche-me muito mais do que qualquer outra coisa que já fiz na vida. Muito do que fazia fora da Teamway, posso agora dedicar, entregar, partilhar aqui. O resultado do serviço já se nota e a melhor parte é que me sobra muito mais tempo pessoal, que sei exatamente o que quero quando descanso a cabeça na almofada e que tenho a certeza absoluta que a revolução ainda está a começar…
Quando o EGO me sussurra ao ouvido: «Pensa mas é em ti, ele/a não está comprometido/a.» Lembro-me que o meu platina, o Luis Collantes, o Angel e Maitê de La Calle podiam ter pensado exatamente o mesmo há dois anos atrás e eu não estaria aqui. Estaria entretida a fazer mil coisas 😉

 

 

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